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por Deborah Angelini 04 jan 2024 - 8 Min. de Leitura

Você também sonha em viver em uma casa própria? Esse é um desejo muito comum entre os brasileiros.  Mas pode ser que ao avaliar as opções dos imóveis para compra e locação e as condições para cada caso, surja a dúvida: vale mais a pena alugar ou financiar?

Entender os prós e contras de cada opção e qual delas é mais compatível com seu momento de vida atual é essencial para tomar uma boa decisão. Assim, você consegue atender às suas necessidades e da sua família, e fazer o investimento mais adequado para o momento vivido. 

Até porque, por mais que a vontade de ter um cantinho para chamar de seu seja grande, em certas circunstâncias, o  melhor investimento é esperar um pouco mais para ter essa realização. 

Para te ajudar a tomar a melhor decisão, neste artigo você vai encontrar todas as vantagens e desvantagens de cada caso e descobrir no seu caso o que compensa mais: alugar ou financiar. Confira!

Qual vale mais a pena: alugar ou financiar? 

Se ainda não está claro para você se vale mais a pena morar de aluguel ou financiar, saiba que não existe uma única resposta para essa pergunta. 

Afinal, tudo depende do seu estilo de vida, do perfil da sua família e, claro, das suas condições financeiras. Acompanhe:

Quando o aluguel é a melhor opção?

Diferente do que é defendido pelo senso comum, a opção de alugar pode ser benéfica em algumas situações.

Por exemplo, se a mobilidade é uma questão importante para você, ser inquilino permite agilizar e desburocratizar mudanças de endereços. Isso é útil para quem tem emprego com muitas alterações de postos, perspectivas de se mudar, entre outras situações parecidas.

Na parte financeira, se o cenário econômico for de incertezas, ao invés de partir para uma aquisição, é mais válido permanecer em uma locação acessível. Enquanto isso, junte o valor da entrada para minimizar as parcelas, caso opte por um financiamento no futuro.

Mesmo que você já tenha a quantia para adquirir um imóvel à vista, lembre-se que os impostos, documentações e até a mobília têm custos bastante elevados. Se essas despesas irão comprometer suas finanças e reservas, o ideal é esperar um pouco mais no aluguel.

Claro que, ao considerar esses fatores, tenha em mente, também, as dificuldades de permanecer em uma locação. Afinal, trata-se de uma moradia que não é sua. Ou seja,mudanças repentinas podem acontecer, como encerramento de contrato por parte do proprietário, por exemplo.

E quando vale a pena optar pelo financiamento?

Se, na dúvida entre financiar ou alugar, você estiver pendendo mais para a primeira opção, também é essencial analisar alguns aspectos.

Primeiro, reflita se o imóvel realmente é aquele que você e sua família desejam permanecer durante boa parte de suas vidas. Afinal, ao contrário do aluguel, desistir de uma casa ou apartamento financiado é muito mais difícil e burocrático.

Além disso, considere se a parcela do financiamento, somada a custos extras como o condomínio, seria muito diferente de um preço de aluguel na mesma região. O ideal é não comprometer mais que 30% da sua receita mensal com prestações.

Por fim, certifique-se de que o padrão de moradia será alinhado às suas expectativas e estilo de vida. Isso porque, lembre-se que esse será um compromisso assumido ao longo de muitos anos. 

Se você responder “sim” para essas perguntas, não tire sua conclusão antes de considerar que os juros de financiamento costumam ser bastante elevados. 

Isso sem falar em eventuais custos com reformas, entregas de chaves, etc. Ou seja, é preciso preparar bem o seu bolso.

Simulação de cada situação 

Para que as diferenças de valores fiquem claras e você entenda melhor as variáveis envolvidas em cada situação, recomendamos o uso da calculadora de alugar ou financiar do R7, que pode ser acessada neste link

Esclarecendo a lógica por trás do uso dessa ferramenta e da decisão pelo aluguel ou financiamento habitacional, vamos usar o exemplo abordado pelo próprio R7.

Imagine que você queira adquirir um imóvel de R$400 mil, dando uma entrada de 20%. Considere também que a taxa anual de juros da operação é de 7,75%. Em 30 anos, as parcelas seriam de R$ 2.232 na Tabela Price, que é um dos principais modelos de amortização. O que é amortização de financiamento imobiliário?

Nesse caso, ao final da dívida, você teria pago R$ 803.520 em um imóvel que custa apenas R$ 400 mil.

Agora suponha que, na escolha de alugar ou financiar, você permaneceu na primeira opção. Nesse caso, você alugou uma casa por R$ 1.200 mensais. Além disso, investiu o dinheiro que teria para a entrada em um ativo conservador, que rende 5% ao ano.

Na mesma situação hipotética, imagine que você ainda investiu a diferença entre a parcela de R$ 2.232 e o valor de R$ 1.200 do aluguel, que é de R$ 1.032.

Como resultado, seria possível obter R$ 400 mil em cerca de 14 anos. Isso significa que haveria a possibilidade de adquirir o imóvel à vista na metade do tempo. Isso no lugar de pagar parcelas ao longo de 30 anos.

Posto esse exemplo, considerando os fatores que explicamos nos tópicos anteriores, procure ir além desses aspectos financeiros ao fazer a sua escolha. Entenda: 

Vá além da simulação na sua escolha

Antes de simular se vale mais a pena optar pelo aluguel ou financiamento, vale a pena reforçar alguns pontos.

Primeiro, mesmo que você conclua que as parcelas cabem no seu bolso, não se esqueça que pode ser vantajoso alugar um imóvel por mais algum tempo. Guardando uma reserva extra todo mês, é possível pagar uma entrada maior, diminuindo o tempo e o valor das prestações.

Outro ponto importante é ater-se aos juros. A taxa básica permanece elevada, mas o Banco Central tem perspectivas de diminuí-la. Assim, é válido esperar sua redução para financiar valores mais acessíveis, mas poupando ou investindo no período.

Em todo caso, entre alugar ou financiar, a segunda alternativa costuma ser vantajosa se você conseguir pagar uma entrada de cerca de 40% do valor do imóvel.

Além de considerar as tendências de preços e os valores praticados no mercado imobiliário da sua região, sempre considere o seu estilo de vida atual e planos futuros. Afinal, fatores como flexibilidade geográfica e o padrão da residência pesam muito nessa decisão.

Nesse sentido, não considere apenas a parte financeira. 

Se ter um imóvel próprio é importante para a sua família e você tem condições de adquiri-lo, nada impede de pagar mais caro para ter o bem próprio antecipadamente.

Se considerando os aspectos levantados neste conteúdo a opção do financiamento é a mais atrativa para você, o blog da Too Seguros pode te ajudar com mais informações. Leia o texto sobre a importância de simular um financiamento de imóvel clicando aqui! 

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