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por Deborah Angelini 27 fev 2023 - 10 Min. de Leitura

Comprar um imóvel é uma grande realização na vida de qualquer pessoa. Mas, para tirar esse sonho do papel e sair do aluguel, é preciso que as finanças estejam bem organizadas.  Para quem pretende financiar uma casa ou apartamento, também é necessário analisar outros fatores que influenciam o valor total desse bem.

Isso porque um financiamento imobiliário envolve diferentes taxas, como o Seguro Habitacional, a Taxa Referencial (TR) e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que alteram o valor total do imóvel. Então, para saber quanto você realmente vai pagar ao final do financiamento, é importante conhecer todas essas variáveis envolvidas.

Saber como essas tarifas funcionam é o primeiro passo para decidir qual é a melhor taxa de  financiamento, com parcelas que cabem no bolso e não apertam o orçamento.

Desenvolvemos este conteúdo para ajudar você a entender as diferenças e vantagens de cada um dos índices. Leia com atenção e tire todas as suas dúvidas. Boa leitura! 

Financiamento por TR ou IPCA: entenda o que significa cada um desses índices 

O valor total de juros mensais do financiamento é o resultado da soma de duas tarifas: uma taxa fixa pré determinada e uma outra taxa que se baseia em indexadores (Taxa Referencial, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo ou a Poupança).

Esses índices têm a função de corrigir o valor de um contrato ao longo do tempo. Assim, quando eles sofrem alguma variação, as parcelas do seu financiamento podem ficar mais caras ou mais baratas. 


Ao solicitar um financiamento de crédito imobiliário, você se compromete com um contrato de muitos anos. Então é preciso decidir com cuidado qual índice de crédito imobiliário vai ser atrelado ao seu pagamento. Afinal, é com base nele que o valor final do imóvel sofrerá com as correções.

Um financiamento com correção pela Taxa Referencial vai se comportar de forma muito diferente daquele com correção pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apesar de a oscilação de ambos estar ligada à inflação no país. Tudo isso deve ser levado em consideração na hora da escolha. 

Nos próximos tópicos falaremos mais detalhadamente sobre essas taxas, as vantagens de cada um e quais os pontos que precisam de atenção. Vamos lá?

O que é TR?  

A Taxa Referencial foi criada em 1991 para servir de referência para outras tarifas de juros e para controlar a inflação do país. Calculada pelo Banco Central, esse índice é utilizado nos investimentos que precisam de correções monetárias, como os financiamentos imobiliários.

Além disso, a TR também é responsável pelo cálculo da remuneração do saldo do FGTS.

Por anos, a taxa referencial ficou zerada, sem sofrer reajustes desde 2017. Recentemente, houve um aumento: em janeiro deste ano a taxa ficou em 0,21%. 

Quais são as vantagens de usar o TR como indexador? 

A linha de financiamento por TR é bastante procurada pelo custo benefício a longo prazo por ser um índice menos volátil que o IPCA e passar por oscilações pouco agressivas, a TR oferece mais previsibilidade sobre os valores e parcelas praticamente iguais todos os meses. 

Além disso, o valor da prestação diminui com o passar do tempo quando a TR é usada em contratos com sistema de amortização – SAC.

Com o que devo tomar cuidado ao usar o TR como índice?

O primeiro ponto de atenção é que não são todos os bancos que permitem a associação do financiamento imobiliário à TR. Nesses casos, o solicitante pode fazer a portabilidade do financiamento para outra agência que aceite essa modalidade.

Outro aspecto é que, com a TR, as parcelas iniciais também têm juros mais altos do que no financiamento por IPCA.

O que é IPCA? 

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo é uma das medidas oficiais da inflação em território nacional. O cálculo do IPCA é feito mensalmente pelo IBGE nas principais capitais brasileiras e acompanha a movimentação da economia, o que leva a uma variação muito maior que a TR.

Ele auxilia a fixar os valores das parcelas de financiamentos, no cálculo do custo de um aluguel e até na definição da rentabilidade de um investimento.

Quais são as vantagens de usar o IPCA como indexador? 

No financiamento por IPCA, as parcelas iniciais são menores e a taxa de juros é bem mais baixa que as de outros indexadores. 

E, como essa taxa está atrelada à economia, há a possibilidade de correção “para baixo” em caso de deflação, o que reduz o valor das prestações.

Com o que devo tomar cuidado ao usar o IPCA como indexador? 

Como não são fixas, as parcelas do financiamento podem variar frequentemente e até para valores mais altos devido à inflação.

Assim, os custos totais dessa modalidade são menos previsíveis, podendo mudar a cada mês durante todo o período do contrato.

Outra possibilidade de indexação: índice da poupança

Uma via alternativa para o financiamento por IPCA ou TR é usar o Rendimento da poupança como índice de correção. Este indexador está atrelado à Selic.

Enquanto a taxa Selic for menor que 8,5% ao ano, o rendimento será 70% da SELIC + TR. Quando a Selic ultrapassa 8,5% ao ano, a poupança fica fixa em 6,17% + TR.

Quais são as vantagens de usar a poupança como indexador? 

A renda mensal necessária para realizar o financiamento por poupança é mais baixa do que a exigida em outras modalidades e as parcelas também iniciais têm valores menores. 

Além disso, a taxa de juros fixa é fixa também é menor que das outras modalidades.

Com o que devo tomar cuidado ao usar a poupança como indexador? 

Como acompanha a Selic, qualquer mudança na taxa também altera o cálculo do rendimento da poupança. Assim, quando a Selic está em alta, os juros também aumentam. É neste ponto que você precisa ter bastante cuidado e se programar financeiramente para arcar com as prestações. 

Afinal de contas, qual devo escolher? TR, IPCA ou Poupança? 

Como você viu, cada modalidade tem seus prós e contras, independente de qual você escolher. E cada pessoa tem suas prioridades, no que diz respeito a como prefere investir seu dinheiro. 

Então, para fazer a melhor escolha, é preciso levar em consideração o perfil de investidor de cada um para saber se vale mais a pena fazer o financiamento pelo IPCA, TR ou poupança: 

  • Perfil Conservador: evita correr o risco de lidar com muitas oscilações de juros durante o período do contrato. Portanto, o recomendado é financiamento por Taxa Referencial, já que possibilita ter uma ideia do valor de todas as parcelas, já que não existem muitas variação nos juros. 
  • Perfil Moderado:  se arrisca um pouco mais nos investimentos, porém com segurança. Se você tem uma reserva para quitar o financiamento no caso de imprevistos, a Poupança pode ser a alternativa adequada. Apesar de ter a chance de oscilação nos juros, se Selic ultrapassar 8,5% ao ano, a poupança fica fixa em 6,17% + TR.
  • Perfil Risco: disposição para correr riscos e, por conta disso, o IPCA pode ser uma boa opção. Assim, é possível esperar uma baixa na inflação para amortizar o financiamento em menos tempo, mesmo que seja usando uma reserva de emergência. 

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Como falamos no começo deste conteúdo, um financiamento imobiliário envolve vários fatores, um deles é o Seguro Habitacional. Ele é obrigatório por lei e serve como uma garantia de que o imóvel continuará com você e a sua família em caso de alguma eventualidade.

Esse seguro cobre duas categorias de eventos: Danos Físicos ao Imóvel (DFI), no caso de danificação na estrutura do imóvel e Morte e Invalidez Permanente (MIP), que inclui morte do segurado por causas naturais ou acidentais.
Assim como na modalidade do financiamento, você pode escolher a seguradora que oferece os melhores benefícios.

Na Too Seguros, temos as melhores condições de pagamento para que você não se preocupe em esticar demais seu orçamento. Para  saber mais sobre o nosso Seguro Habitacional é só clicar aqui! 

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