A maioria da população brasileira reside em imóveis próprios, de acordo com dados recentes divulgados pelo IBGE. O levantamento do Censo 2022 aponta que sete em cada dez brasileiros possuem residência própria, com 63% vivendo em domicílios quitados, ganhos ou herdados, e outros 9% em imóveis financiados. Há ainda 5,62% de brasileiros vivendo em imóveis emprestados e menos de 1% em outras condições.
Ciclo de vida e padrões de moradia
Entre os que adquiriram seus imóveis por meio de financiamento, a maior concentração está na faixa etária de 35 a 39 anos. Esse padrão reflete a fase em que muitos brasileiros alcançam maior estabilidade financeira e conseguem realizar o sonho da casa própria.
Por outro lado, o pico entre aqueles que adquiriram imóveis por compra direta, herança ou doação ocorre na faixa dos 70 anos ou mais. O IBGE explica essa tendência como parte do ciclo de vida: jovens saem da casa dos pais, ingressam no mercado de trabalho e, ao longo do tempo, consolidam sua independência financeira, alcançando a propriedade plena do imóvel próximo à aposentadoria.
Minha Casa Minha Vida impulsiona financiamentos
Os financiamentos imobiliários, embora representem uma menor parcela do total, são particularmente relevantes em municípios que concentram grandes empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida. Exemplos notáveis incluem Extremoz (RN), onde 45,3% dos imóveis próprios são financiados; Valparaíso de Goiás (GO), com 41,4%; e Fazenda Rio Grande (PR), com 40,7%. Essas localidades têm registrado forte crescimento residencial impulsionado pelo programa federal.
Perfil dos imóveis próprios
Entre os 70% de brasileiros que vivem em imóvel próprio, as casas representam a maior parte, somando 44 milhões de unidades habitacionais. Essa predominância reflete o perfil histórico do mercado imobiliário nacional, onde a construção de casas sempre desempenhou um papel central na composição das moradias.
Um retrato da realidade brasileira
Os dados oferecem um panorama das condições de moradia no Brasil, destacando as diferenças regionais e geracionais que moldam o mercado imobiliário. Com a maior parte da população já vivendo em imóveis próprios, os desafios futuros incluem a ampliação do acesso a financiamentos habitacionais e a continuidade de programas como o Minha Casa Minha Vida, para que mais brasileiros possam realizar o sonho da casa própria.
A pesquisa revela, ainda, a importância do planejamento de longo prazo no setor imobiliário, considerando as mudanças demográficas e as demandas habitacionais que emergem de um país em constante transformação.
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