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por Deborah Angelini 07 abr 2021 - 6 Min. de Leitura

Com a pandemia, realizar um financiamento ficou mais complicado. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cerca de 66,5% das famílias brasileiras começaram o ano 2021 com dívidas, um número histórico da pesquisa, iniciada em 2010. Diante desse cenário, qual a saída para movimentar o mercado? Uma solução é o Seguro Home Equity

Sabe-se que os juros de linha de crédito no Brasil são conhecidos por suas taxas altíssimas, que podem fazer o consumidor quase que dobrar a dívida inicial. E quanto maior o risco envolvido, maior os juros. Uma grande bola de neve!

Mas existe uma solução mais inteligente e pouco conhecida que oferece uma garantia mais estável de financiamento: o home equity, a alienação fiduciária de um imóvel como garantia. O imóvel fica alienado em nome de um banco enquanto o crédito está vigente, mantendo um controle maior de inadimplência e garantindo o pagamento daquela dívida.

Tem mais leitura por aqui: Como funciona o Home Equity?

“Como a garantia é o próprio imóvel, o banco pode aprovar um financiamento com um valor mais alto. A média de um empréstimo, hoje no Brasil, é de 45% do valor do imóvel. A aprovação é mais rápida, as taxas de juros são mais baixas e muito mais atrativas – quase a 0,9% na média no crédito pessoal -, com prazos mais longos para pagar”

diz Henrique Seije, head de risco de crédito para o varejo digital do BTG Pactual e BTG+

Para as instituições financeiras, o nível de inadimplência fica mais baixo. Apesar de isso gerar certas complexidades, como a análise de crédito, a capacidade de pagamento, o histórico desse cliente e a realidade da possível tomada do imóvel, só mostra que a responsabilidade de um imóvel como garantia é muito grande. O processo é mais previsível.

Uma barreira cultural

Apesar do grande potencial do Home Equity como uma linha de crédito mais eficaz e barata, existe uma barreira cultural para se investir nela. Em julho foi proposta a medida provisória 992, que permitia alienar o imóvel em mais de uma operação financeira, em uma mesma instituição. Mas a medida não foi aprovada em 12 de novembro desse ano. Sem votação no Congresso, o intuito de fazer com que essa possibilidade deslanchasse de vez no mercado, desacelerou.

No entanto, a proposta continua com o apoio do Ministério da Economia e do Banco Central, que devem reapresentar a ideia no ano que vem. A Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) diz que essa linha de crédito continua em vigor.

Ainda segundo a Abecip, foram R$ 11 bilhões movimentados na carteira até então, o que ainda representa um percentual muito pequeno em comparação às expectativas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

“Em 2019 o presidente do Banco Central deu inúmeras entrevistas dizendo que acredita em um potencial de crédito de mais de 500 bilhões em cinco anos para home equity. É um número muito otimista e isso demonstra um estímulo para um crédito mais barato e uma preocupação genuína com a inadimplência, levando em consideração a Taxa Selic em torno de 2%.” conta Henrique.

O medo da tomada do imóvel e a pouca divulgação desse tipo de crédito prejudicam um conhecimento mais prático dessa linha, mas dados do banco central mostram que a prática do home equity cresceu 45% esse ano, com um índice de inadimplência de 5,2% até maio. Considera-se inadimplência a partir de três meses de atraso e o cliente precisa ter em vista o Custo Efetivo Total (CEF) de todos os tributos que ele deverá pagar, para só assim ter ciência do quanto o empréstimo valerá a pena.

O Seguro Home Equity é para proteger o financiamento e o imóvel

Com isso em mente, existe um outro ponto estratégico: o engajamento do cliente a longo prazo. “Na ótica comercial, durante a jornada de pagamento do cliente, pode-se ofertar mais produtos: um seguro, um cartão de crédito, entre outros” aponta Henrique.

Do lado das instituições financeiras, fintechs e insurtechs também haverá produtos para garantir que ninguém saia no prejuízo, tanto para garantir o pagamento em si, quanto a qualidade do imóvel alienado, a preservação dele, além de serviços para otimizar os processos operacionais e jurídicos.

Para isso, a Too Seguros fechou uma parceria com a Wimo, que ofertará o crédito com imóvel como garantia. O seguro Home Equity veio para oferecer uma garantia ainda maior, driblar a inadimplência e ainda oferecer coberturas de Morte ou Invalidez Permanente (MIP) e Danos Físicos ao Imóvel.

“É um conforto de que não haverá despesas extras para família caso aconteça algum imprevisto e nenhum dano ao imóvel, que não desvaloriza. Uma vantagem tanto para o tomador de crédito quanto para a instituição”

explica Luis Moraes, diretor de produto da Wimo

Após a emissão da apólice, o valor dele é diluído nas parcelas da prestação, junto com os juros e a amortização. Pessoas que possuem um imóvel próprio e quitado e que desejam investir com taxas atrativas podem fechar um contrato. “A expectativa é que a venda desse crédito e a oferta do seguro cresçam exponencialmente. Foram dois anos de desenvolvimento e consolidação dos processos e agora esperamos que 2021 chegue com as portas abertas” diz Luis.

O Seguro Home Equity dá proteção para sua operação de Home Equity crescer com mais segurança e é tranquiliza a família proprietária, mantendo o imóvel protegido das situações cobertas.
Saiba mais!