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por Deborah Angelini 14 out 2024 - 4 Min. de Leitura

Uma recente pesquisa conduzida pela Brain Inteligência Estratégica revelou que 46% dos brasileiros entrevistados têm intenção de adquirir um imóvel nos próximos 24 meses. Embora esse número represente uma ligeira queda de 2 pontos percentuais em relação a junho de 2024, ele é significativamente mais alto que o registrado em agosto de 2023, quando apenas 31% dos entrevistados expressaram essa intenção. Esse aumento de 15 pontos percentuais sugere uma retomada gradual do interesse pelo mercado imobiliário no Brasil.

Busca e decisão de compra

Dos entrevistados, 14% já começaram a buscar ativamente um novo imóvel, seja por meios online (8%) ou presencialmente (6%). Entre aqueles que pretendem comprar, 28% afirmam que planejam concluir a aquisição em até 12 meses, destacando um mercado dinâmico e em movimento.

A região Sudeste apresenta a maior intenção de compra no país, com 54% dos entrevistados manifestando interesse em adquirir um imóvel nos próximos dois anos, superando a média nacional de 46%. Em contraste, a região Sul apresenta a menor intenção, com 41%.

Razões para a compra

Entre as principais motivações dos brasileiros para a compra de imóveis, 27% mencionaram o desejo de parar de pagar aluguel, seguido pelo interesse em trocar por uma residência maior (20%). A pesquisa também identificou que 51% dos respondentes estão motivados por uma “Transição de Vida”, como casamento ou mudança de cidade, enquanto 33% buscam um “Upgrade”, ou seja, melhorar a qualidade de sua moradia atual.

Diferenças entre as gerações

A pesquisa mostrou variações significativas nas intenções de compra entre as diferentes gerações. A Geração Z, composta por jovens entre 21 e 27 anos, lidera o interesse, com 51% expressando a intenção de adquirir um imóvel nos próximos dois anos. Já a Geração Y (28 a 43 anos) segue de perto, com 49%.

Curiosamente, os Baby Boomers, com idades entre 60 e 78 anos, também mantêm um nível considerável de intenção de compra (43%), enquanto a Geração X (44 a 59 anos) é a que mais resiste a essa ideia, com 61% afirmando que não pretendem comprar um novo imóvel no curto prazo.

Influência da renda

A renda familiar também desempenha um papel importante na decisão de compra. Os entrevistados com rendimentos mensais acima de R$ 15 mil são os que mais manifestam intenção de compra, com 52%. Em contraste, a faixa de renda entre R$ 5 mil e R$ 10 mil apresentou o menor interesse, com 42%.

Quanto ao tipo de imóvel desejado, as preferências variam conforme a renda. Para aqueles com renda superior a R$ 15 mil, há um equilíbrio entre o desejo por casas em ruas (36%) e apartamentos (44%). Já para as famílias com renda entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil, a casa em rua é o tipo de imóvel preferido, com 63% dos entrevistados expressando esse desejo.

O levantamento da Brain reforça que, apesar das flutuações nas intenções de compra, o mercado imobiliário brasileiro continua a ser atraente para diferentes perfis de consumidores. A dinâmica entre gerações e faixas de renda destaca a diversidade de necessidades e expectativas, apontando oportunidades específicas para o setor, que deve se adaptar às novas demandas, especialmente no Sudeste, onde o interesse por imóveis continua forte.

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