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por Deborah Angelini 15 fev 2024 - 3 Min. de Leitura

O crédito ampliado às famílias brasileiras alcançou o montante de R$3,8 trilhões em 2023, representando 34,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo o último relatório divulgado pelo Banco Central do Brasil.

Esse valor apresentou uma expansão de 10,3% em relação ao ano anterior. A elevação foi refletida no crescimento de 10,2% na carteira de empréstimos do Sistema Financeiro Nacional (SFN), que atingiu a marca de R$5,8 trilhões, um aumento de 7,9% em comparação com 2022.

No entanto, é importante destacar que houve uma desaceleração nesse crescimento em relação ao ano anterior, quando a variação foi de 14,5%. Esse movimento indica uma possível estabilização no ritmo de expansão do crédito no país.

Crédito direcionado e concessões

Uma parcela significativa do crédito disponibilizado é direcionada, sendo um tipo de empréstimo subsidiado que oferece condições mais atrativas para os tomadores. Em 2023, o crédito direcionado atingiu o valor de R$2,4 trilhões, registrando um aumento de 11,8% em relação ao ano anterior. Assim como no crédito ampliado, também houve uma desaceleração em relação a 2022, quando o crescimento foi de 14,0%.

O crédito direcionado às famílias foi de R$1,6 trilhão, com uma expansão de 13,0%, desacelerando após um crescimento de 18,0% no ano anterior.

Informações2023Variação 2022-2023
Crédito ampliado às famílias (R$ trilhões, % do PIB)3,8 (34,8%)10,3%
Carteira de empréstimos do SFN (R$ trilhões)5,87,9%
Crédito direcionado total (R$ trilhões)2,411,8%
Crédito direcionado às famílias (R$ trilhões)1,613,0%
Crédito direcionado às empresas (R$ trilhões)0,88,4%

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Inadimplência e endividamento

Apesar do crescimento no crédito, o Brasil tem apresentado um cenário positivo em relação à inadimplência. Em dezembro de 2023, a inadimplência do crédito total alcançou 3,3%, um aumento de 0,3 ponto percentual em relação ao final de 2022. No entanto, houve uma queda nos indicadores mensais, com recuos de 0,1 ponto percentual.

Inadimplência do crédito (%)Dezembro 2022Dezembro 2023Variação 2022-2023
Total3,03,3+0,3 p.p.
Pessoas Jurídicas1,72,7+1,0 p.p.
Pessoas Físicas3,93,7-0,2 p.p.

O endividamento das famílias brasileiras se manteve estável em 48,2% em novembro, com uma redução de 1,3 ponto percentual na comparação com o mesmo mês de 2022. O comprometimento de renda também recuou, registrando uma diminuição de 0,7 ponto percentual no mês de novembro e 1,2 ponto percentual em 12 meses, atingindo 26,5% em novembro.

Em resumo, o crédito no Brasil está em um processo de expansão, especialmente em relação ao crédito direcionado às famílias. Apesar disso, a desaceleração em relação ao ano anterior pode indicar um cenário de estabilização. Além disso, a redução da inadimplência e do endividamento das famílias são indicativos positivos para a saúde financeira do país.

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