O crédito ampliado às famílias brasileiras alcançou o montante de R$3,8 trilhões em 2023, representando 34,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo o último relatório divulgado pelo Banco Central do Brasil.
Esse valor apresentou uma expansão de 10,3% em relação ao ano anterior. A elevação foi refletida no crescimento de 10,2% na carteira de empréstimos do Sistema Financeiro Nacional (SFN), que atingiu a marca de R$5,8 trilhões, um aumento de 7,9% em comparação com 2022.
No entanto, é importante destacar que houve uma desaceleração nesse crescimento em relação ao ano anterior, quando a variação foi de 14,5%. Esse movimento indica uma possível estabilização no ritmo de expansão do crédito no país.
Crédito direcionado e concessões
Uma parcela significativa do crédito disponibilizado é direcionada, sendo um tipo de empréstimo subsidiado que oferece condições mais atrativas para os tomadores. Em 2023, o crédito direcionado atingiu o valor de R$2,4 trilhões, registrando um aumento de 11,8% em relação ao ano anterior. Assim como no crédito ampliado, também houve uma desaceleração em relação a 2022, quando o crescimento foi de 14,0%.
O crédito direcionado às famílias foi de R$1,6 trilhão, com uma expansão de 13,0%, desacelerando após um crescimento de 18,0% no ano anterior.
| Informações | 2023 | Variação 2022-2023 |
| Crédito ampliado às famílias (R$ trilhões, % do PIB) | 3,8 (34,8%) | 10,3% |
| Carteira de empréstimos do SFN (R$ trilhões) | 5,8 | 7,9% |
| Crédito direcionado total (R$ trilhões) | 2,4 | 11,8% |
| Crédito direcionado às famílias (R$ trilhões) | 1,6 | 13,0% |
| Crédito direcionado às empresas (R$ trilhões) | 0,8 | 8,4% |
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Inadimplência e endividamento
Apesar do crescimento no crédito, o Brasil tem apresentado um cenário positivo em relação à inadimplência. Em dezembro de 2023, a inadimplência do crédito total alcançou 3,3%, um aumento de 0,3 ponto percentual em relação ao final de 2022. No entanto, houve uma queda nos indicadores mensais, com recuos de 0,1 ponto percentual.
| Inadimplência do crédito (%) | Dezembro 2022 | Dezembro 2023 | Variação 2022-2023 |
| Total | 3,0 | 3,3 | +0,3 p.p. |
| Pessoas Jurídicas | 1,7 | 2,7 | +1,0 p.p. |
| Pessoas Físicas | 3,9 | 3,7 | -0,2 p.p. |
O endividamento das famílias brasileiras se manteve estável em 48,2% em novembro, com uma redução de 1,3 ponto percentual na comparação com o mesmo mês de 2022. O comprometimento de renda também recuou, registrando uma diminuição de 0,7 ponto percentual no mês de novembro e 1,2 ponto percentual em 12 meses, atingindo 26,5% em novembro.
Em resumo, o crédito no Brasil está em um processo de expansão, especialmente em relação ao crédito direcionado às famílias. Apesar disso, a desaceleração em relação ao ano anterior pode indicar um cenário de estabilização. Além disso, a redução da inadimplência e do endividamento das famílias são indicativos positivos para a saúde financeira do país.
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