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por Deborah Angelini 16 abr 2024 - 4 Min. de Leitura

Bancos tradicionais não competem mais diretamente entre si e com bancos digitais, mas buscam estar presentes na vida de diferentes comunidades de forma complementar. É o que disse Taciana Medeiros, CEO do Banco do Brasil, na palestra Next-gen banking, junto com Glauber Mora, CEO da Revolut, e Márcio Gomes, âncora da CNN, no evento WebSummitRio2024. 

Os participantes ressaltaram que os bancos tradicionais não competem mais diretamente entre si, mas buscam estar presentes na vida de diferentes comunidades de forma complementar. O Brasil é um case mundial de bancarização digital, com potencial para alcançar ainda mais pessoas e oferecer formas de pagamento globais.

Apesar do avanço da digitalização bancária acelerado pela pandemia, os especialistas concordam que o físico e o digital precisam andar juntos. A adoção de tecnologias como a cloud híbrida e a criação de agências “figitais”, como a lançada em Recife, que oferece uma experiência híbrida integrada com empresas como a Livelo, ilustram esse novo paradigma. Nessas agências, há salas de eventos que também funcionam como laboratórios para entender os perfis das novas gerações, que muitas vezes nunca entraram em uma agência bancária.

Para a Revolut, a experiência bancária agora se trata mais de resolver os problemas dos clientes do que apenas oferecer serviços. Em média, um brasileiro precisa acessar cinco aplicativos para transações financeiras, destacando a necessidade de simplificar e centralizar essas operações.

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Brasileiro é digital, mas ainda não administra bem o dinheiro

A Revolut também destacou o perfil do brasileiro no contexto financeiro digital: receber dinheiro e guardar, ou pagar dívidas. Esse mercado está em crescimento exponencial, com mais de 100 milhões de pessoas integrando-se digitalmente em todo o mundo, e estima-se que mais de 50 milhões na América Latina adotarão o comércio digital. No Brasil, Glauber Mora estima que esse mercado cresça 30% ano a ano.

Por fim, a diversidade, seja de conhecimento ou origens, foi apontada como um elemento crucial no desenvolvimento de soluções bancárias. Os bancos que atuam no digital devem ser cada vez mais diversos, pois a diversidade de ideias contribui para um “gênio coletivo” que impulsiona a inovação e a inclusão financeira.

Assim, os bancos tradicionais buscam se reinventar e se adaptar às demandas de um mundo digitalizado, onde a agilidade, a acessibilidade e a experiência do cliente são fundamentais para garantir uma presença relevante no mercado financeiro moderno.

O que dizem nossos especialistas da Too

Nossa gerente do canal Corban, Kátia Fagundes, aponta que a bancarização pode promover uma maior inclusão financeira, permitindo que essas classes sociais tenham acesso a produtos de crédito mais adequados às suas necessidades, como empréstimos para pequenos negócios ou para aquisição de bens, reorganização financeira e renegociação de menores taxas de crédito.

“Ao proporcionar a essas pessoas acesso a serviços bancários básicos, como contas correntes e cartões de débito, estamos não apenas incluindo-as no sistema financeiro, mas também oferecendo a oportunidade de construir históricos financeiros mais robustos, permitindo que eles tenham outros benefícios como cashback, pontuação de cartão, descontos, todo um universo que eles não tinham acesso”

Kátia Fagundes, gerente executiva nacional do canal Corban

Ainda segundo ela, isso traz mais oportunidades de construir históricos financeiros sólidos, o que pode facilitar o acesso a crédito no futuro.

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