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por Deborah Angelini 14 abr 2021 - 7 Min. de Leitura

Quando se tem um sonho, planejamento é fundamental para transformar desejo em realidade. E se o objetivo envolve dinheiro, se programar e organizar é importantíssimo para evitar dor de cabeça. Se você está decidido a ter a sua casa própria, fique de olho: reunimos algumas informações que vão te ajudar a entender como se planejar para comprar um imóvel.

Mas antes de começar com as dicas, vamos voltar uma casa – aproveitando o tema desse texto! O alicerce para qualquer compra deve ser a clareza na decisão, como explica Jhon Wine, vice-presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, a Abefin.

“Tem gente que compra e se arrepende depois. Por exemplo, escolhe por causa do trabalho e depois muda de empresa. Aí, tem que vender o imóvel. Então, antes do planejamento financeiro é preciso ter um planejamento de vida. Você já sabe o que quer, já tem uma vida mais estável, vai ter filhos? Sim? Então, legal. Só invista seus recursos financeiros se ter um móvel no seu nome for um sonho, uma necessidade, de fato”, afirma Jhon.

Faça a análise da sua renda ao planejar a compra do imóvel

Decisão tomada, é hora de entender os seus gastos. Gastar menos do que se ganha é a máxima da educação financeira. Mas, muitas vezes, as pessoas não sabem dizer exatamente nem quanto gastam. “Então, todo mundo tem que começar pelo diagnóstico. Eu trabalho com a metodologia DSOP, que é: diagnosticar, sonhar, orçar, poupar”, conta Jhon Wine.

Ao fazer a análise inicial, é necessário entender para onde o dinheiro está indo, identificar não apenas os grandes gastos, mas, também, os pequenos – como comer fora ou levar a comida para dentro de casa, especialmente nesses tempos de #fiqueemcasa.

A recomendação do especialista em educação financeira é que se faça um apontamento de tudo o que é gasto durante, no mínimo, um mês. Em seguida, deve-se definir que excessos cortar e como juntar o dinheiro.

“Vai tomar banho mais rápido? Fazer mais comida em casa? Mesmo essas pequenas mudanças contam! Aí, o dinheiro vai aparecer, e ele precisa ser destinado, ou seja, tem que definir uma prioridade, fazer um orçamento e manter a disciplina para continuar poupando. Assim, a economia é feita com um objetivo, porque dinheiro não foi feito para sobrar, ele tem que ter um destino, senão acaba sendo gasto com qualquer coisa”, explica Jhon.

Comprar a casa não pode significar ficar sem reservas

Existem três formas de pagamento de um imóvel: consórcio, financiamento e à vista. A última opção é a mais difícil para a maioria da população. Mas ainda que seja uma possibilidade, é preciso tomar cuidado e não comprometer a renda a ponto de ficar sem nenhum valor para emergências.

“Se for ficar sem reserva, é melhor financiar, nem que seja uma parte. As pessoas com um pouco mais de renda costumam achar que pagar juros é um absurdo, querem quitar tudo de uma vez. Mas o importante é comprar o imóvel e continuar tendo sustentabilidade financeira”, afirma Jhon Wine.

Agora, pensando no mais comum, vamos falar do financiamento. Nessa modalidade, o planejamento é essencial, principalmente, para juntar o dinheiro para dar a entrada.

“Normalmente precisa de, ao menos, 20% do valor, a não ser que o financiamento seja por um programa social. Então, o ideal é ter esses 20%, financiar uma parte e ainda conseguir manter algumas economias”

conta Jhon.

A boa notícia é que o momento é favorável para o financiamento, já que as taxas de juros estão mais baixas. Com isso, quem contrata um financiamento agora “trava” na taxa atual, garantindo essa vantagem caso os juros subam no futuro.

Não deixe nada de fora ao se planejar para comprar um imóvel

Como já falamos, a chave para comprar a casa ou o apartamento próprio é planejar – e isso inclui considerar todas as etapas da jornada. “Já vi pessoas que conseguiram um bom financiamento, mas não tinham reserva nenhuma para os custos adicionais. Muitas vezes, elas precisam se endividar mais, pegam outro tipo de empréstimo. Aí, quando se dão conta, estão morando na casa e não conseguem pagar”, completa.

Por isso, uma boa dica é aproveitar os simuladores disponíveis nos sites das instituições financeiras para saber antecipadamente todos os custos do financiamento imobiliário e entender o Custo Efetivo Total, o CET, que inclui a taxa de juros, a amortização, a taxa de administração e o seguro habitacional, que é obrigatório para a concessão de financiamentos imobiliários do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

Tem mais leitura por aqui: saiba como funciona o Seguro Habitacional

Na hora de comprar um imóvel, o seguro obrigatório é uma garantia de que o imóvel seguirá com a família se acontecer algum imprevisto, como a invalidez permanente total ou o falecimento do segurado por conta de uma doença ou um acidente, por exemplo. Além disso, esse tipo de seguro cobre a realização de reparos por danos físicos ao imóvel, que tenham acontecido devido ao que se chama de “eventos de causa natural”, como raio, vendaval ou inundação.

Vale colocar na ponta do lápis, também, as custas de cartório, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e até o condomínio, se a opção for por um apartamento.

“Muita gente vai pelo padrão que o banco coloca, de comprometer no máximo 30% da renda. O banco vê isso com relação ao imóvel em si. Mas às vezes a pessoa tem outras dívidas, que nem aparecem no sistema bancário. Então, quem tem de avaliar é a própria pessoa. Ela tem de olhar a vida financeira dela e se organizar para realizar o sonho de acordo com a realidade dela! Aí, vai poder aproveitar o sonho, ter um imóvel, deixar do jeito que ela quer e ficar feliz. Isso é uma coisa que não tem preço! Tem valor!”, conclui Jhon Wine.

Agora que você já sabe como se planejar para comprar um imóvel, saiba que você tem o poder da escolher o seguro habitacional para o seu financiamento. E é aí que você não está sozinho, conte com a gente para cuidar do seu financiamento imobiliário.

O Seguro Habitacional é a garantia de que seu imóvel financiado continuará pertencendo a você ou à sua família, caso algum imprevisto aconteça
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