Digite algo para buscar
por Deborah Angelini 14 set 2023 - 10 Min. de Leitura

Saber como um apartamento próprio e ter um cantinho só seu é o desejo de muitas pessoas. Segundo a última pesquisa da PNAD Contínua, em 2022, foram estimados mais de 74 milhões de domicílios particulares, sendo 85% casas e 14,9% apartamentos, ou seja, mais de onze milhões de pessoas.

Foi um sonho para mim também, que estou nessa jornada de quitar o meu apartamento. E coloca jornada nisso, porque pode ser um caminho cheio de pegadinhas – a não ser -, que você entenda exatamente o que vai pagar e quanto pagar.

Por isso, vou contar da minha experiência, mesmo que seja diferente para você, já que existem muitos caminhos a seguir. 

Como comprar um apartamento: por onde começar?

A boas práticas (e qualquer banco recomenda) que você não comprometa mais de 30% da sua renda para saber como comprar um apartamento.

Então, por exemplo, se você tem uma renda mensal de R$5.000, a parcela do financiamento – considerando todos os custos -, deve ser de R$1.500 a R$1.750. É por isso que os financiamentos se estendem por 30 anos ou mais, para que as parcelas sejam mais leves e bem parecidas com as de um aluguel.

Aqui eu explico como quitar o financiamento em menos de 30 anos.

Agora no início é muito necessário saber que há muitos tipos de financiamentos e caminhos a serem escolhidos:

  1. Sistema financeiro de habitação (SFH): ele é regulado pelo governo e oferece taxas de juros mais baixas para financiamentos de imóveis residenciais com valores até um limite, que é determinado pela região geográfica. Aqui pode ser usado o seu FGTS, caso você seja um colaborador CLT.
  2. Sistema de financiamento imobiliário (SFI): para imóveis com valores acima dos limites do SFH, com mais flexibilidade de taxa de juros mesmo que sejam mais altas.
  3. Programa minha casa, minha vida: é o programa do Governo Federal que facilita o acesso à moradia para famílias com baixa renda, com taxas muito vantajosas e subsídios para ajudar bastante.
  4. Financiamento direto com as construtoras: algumas construtoras oferecem o financiamento direto com seus compradores de seus imóveis com condições e termos específicos, com regras deles. Atenção aqui!

Os tipos de financiamentos citados acima contam com outras taxas e gastos que irão formar o que os bancos chamam de Custo Efetivo Total. Por exemplo:

O sistema financeiro de habitação será feito junto ao banco que você escolher e te contará como serão as parcelas. No entanto, ele também tem os custos de:

  • serviço do agente bancário,
  • a taxa de juros escolhida,
  • a taxa de corretagem,
  • ITBI
  • Escritura pública (se optar pelo banco fazer)
  • Registro na prefeitura (que será feito primeiro pelo banco e depois por você)
  • Seguro Habitacional

O CET, portanto, implica uma porcentagem em cima da parcela do financiamento do imóvel. O banco fará essa conta para você, mas você deve fazer algumas escolhas importantes:

Qual seguro habitacional escolher?

Já falei aqui no blog algumas vezes, mas o Seguro Habitacional é um seguro obrigatório por lei (Lei 9.514 de 1997).

Para financiamentos junto à Caixa Econômica Federal, que possui o maior número de financiamentos imobiliários do país, você pode escolher o seguro habitacional mais vantajoso ao fazer uma simulação no site deles.

Todo o banco é obrigado a mostrar três opções de seguro habitacional e no contrato estará descrito qual deles foi escolhido. Geralmente é uma informação que não espalham muito, mas cada seguro tem um valor e você pode escolher o que oferece a melhor conta.

Isso porque, de novo, esse valor implicará no valor final do seu financiamento para você saber como comprar um apartamento.

Coberturas
Morte ou invalidez permanente (MIP)Danos Físicos ao imóvel (DFI)
Irá proteger você e a sua família se algum imprevisto acontecer, tipo se você ou o seu parceiro (a) partir ou ficar invalido permanentemente.Também irá indenizar ao banco caso o seu apartamento sofrer danos de causa natural, como uma tempestade.  

O importante é entender que a intenção de tornar o seguro habitacional obrigatório é a de que ninguém (nem você e nem o banco) saiam perdendo muito se algum imprevisto acontecer.

Qual indexador escolher?

Como mencionei, no financiamento imobiliário existem os juros, certo? Sim, o indexador é que vai calcular a taxa de juros que irá incidir no valor do imóvel e que fará a correção anual (ou não) daquele valor, dado que ao longo dos anos o valor das coisas muda. São elas:

  • Taxa referencial (TR): uma das opções mais usadas em financiamentos, especialmente nos que se enquadram no SFH.
  •  Índice Nacional de preços ao consumidor amplo (IPCA): um dos principais indicadores de inflação do país pode ser usado em financiamentos – principalmente os que se enquadram na categoria SFI ou os que são diretamente feitos com as construtoras. No entanto, apresenta uma alta volatilidade, como aconteceu durante a pandemia.
  • Taxa Fixa de juros: não é um indexador específico, mas pode ser vinculada ao financiamento, o que é bom em financiamentos dado que por ser fixa, ela não vai mudando.
  • Taxa de juros pré-fixada: aqui é a taxa que é definida pelo banco e não varia de acordo com os outros indexadores ou a inflação.

Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)

O SBPE é uma “estratégia” financeira que usei para saber como comprar um apartamento sem comprometer a minha vida inteira. Ele é um sistema financeiro que permite que os bancos ou instituições financeiras captem recursos por meio da poupança popular e concedam empréstimos para a compra, construção ou reforma de imóveis.

Ele é muito utilizado nas categorias SFH e SFI e permite cobrir até 80% do valor do imóvel, permitindo uma quitação em até 35 anos (ou 420 meses). É com essa linha de crédito que o banco assume o financiamento da construtora e acontece o repasse.

Junto ao SBPE e o SFH, com a taxa fixa oferecida pelo banco, dei entrada com o meu FGTS, somado com o do meu parceiro.

Entrada no imóvel e repasse

 A entrada é o valor necessário para iniciar o financiamento e contabiliza 20% do valor do imóvel. Esse valor precisa ser pago logo no início do financiamento, junto com outras taxas, como o ITBI.

O ITBI é o imposto sobre transmissão de bens e cada município tem a sua alíquota. Em São Paulo está entre 2% e 3% do valor venal do imóvel, que é o valor marcado pela prefeitura.

Quando eu dei início às tratativas para começar o financiamento, o apartamento já estava pronto, porém com muitas unidades novas. Então não peguei o financiamento logo no lançamento do empreendimento, que costuma apresentar cenários bem mais atrativos:

  • Quando é possível parcelar a entrada
  • Quando é possível negociar mais parcelas, portanto um valor mais atrativo
  • Muito mais flexibilidade na negociação

Nesse momento, eu não sabia como comprar um apartamento, mas notei que se eu financiasse com a construtora, eu teria que financiar pelo índice do IPCA, que estava muito volátil e apresentaria um acréscimo mensal nas minhas parcelas. Não era isso o que eu queria, afinal a longo prazo eu pagaria muito mais.

As construtoras costumam ter empresas terceirizadas que trabalham com correspondentes bancários que fizeram o meio de campo entre mim e o banco.

Iniciei então o processo de repasse da construtora para o banco que eu escolhi. A construtora já tinha um banco parceiro, então o banco que eu escolhi precisou quitar o meu financiamento com eles para que eu pudesse assumir.

O banco novo fez uma análise de crédito minha e do meu marido, e recebemos um pré-contrato de financiamento, que continha todas as condições, o seguro habitacional e todas as parcelas e seus valores.

Todo esse processo demorou 30 dias.

Como comprar um apartamento, enfim…

Depois que analisamos o contrato, bem como o banco e o correspondente bancário responsável, colhemos as assinaturas de todos: corban, empresa do corban, banco, corban do banco, eu, meu marido e duas testemunhas.

A partir daí no próprio aplicativo do banco já estava disponível uma categoria para o meu financiamento, que me mostra exatamente qual parcela preciso pagar.

Dicas de como comprar um apartamento mais barato

É imprescindível contar com a ajuda de um correspondente bancário, especialmente em financiamentos do Minha Casa, Minha Vida. Esse profissional poderá orientar as melhores condições para o financiamento, como o indexador e o Seguro Habitacional.

A Too Seguros oferece o seguro junto aos financiamentos de um dos maiores players de financiamentos do mercado. Apesar de qualquer seguro impactar uma porcentagem no financiamento, é importante escolher o que menos contabiliza a longo prazo.

Se está pensando em como comprar um apartamento, conte com a expertise da Too Seguros para proteger o seu financiamento e a integridade dele caso algum imprevisto acontecer.

O Seguro Habitacional é a garantia de que seu imóvel financiado continuará pertencendo a você ou à sua família, caso algum imprevisto aconteça!
Saiba mais!
Escolha o Seguro Habitacional que cabe no seu bolso e ainda oferece serviços excelentes que cuidam da sua casa e oferece uma garantia maior ao financiamento imobiliário